Kaizen – desmistificando o PDCA, 8D, A3, DMAIC – Seis Sigma, FTA, MASP e RCA

5W2H com Matriz GUT5W2H com Matriz GUT

Você deseja melhorar continuamente, mas tem dúvida qual a metodologia utilizar? Este post busca simplificar a sopa de letrinhas dos mais utilizados métodos de melhoria contínua (kaizen) e resolução de problemas.

Kaizen (Melhoria Contínua)

Kaizen é a prática da melhoria contínua. Tomou corpo no Japão com o livro Kaizen: The Key to Japan’s Competitive Success em 1986, de Masaaki Imai. Ele se baseia em uma série de princípios:

  • eliminação de desperdícios.
  • orientação à processos.
  • dados e fatos.
  • atenção deve estar no local onde o valor é criado.
  • trabalho em equipe.
  • realizar ações para conter e corrigir as causas bases dos problemas.

Inicialmente vamos considerar o conceito de método como sendo o meio para chegar a um fim, pela observação sistemática de fatos, seguido da realização de experiências, das deduções lógicas e da comprovação científica dos resultados obtidos.

Nesse ponto, temos como fim a melhoria contínua – kaizen, que segundo a ISO 9001:2015 “10.3 Melhoria contínua: A organização deve melhorar continuamente a adequação, suficiência e eficácia do sistema de gestão da qualidade.”

Por quê promover a melhoria contínua?

Seja para atentar e comprovar aos requisitos de normas, ou pelos mais nobres motivos de kaizen como:

  • melhoria na qualidade;
  • redução de custos;
  • aumento na satisfação do cliente;
  • mais segurança;
  • redução de desperdício na empresa;
  • aumento de produtividade;
  • compartilhamento do conhecimento;
  • maior confiabilidade das máquinas/equipamentos.

Caracterizando os métodos

No quadro a seguir foram elencados os métodos mais usuais lado a lado, partindo do pai de todos, o PDCA.  Sim, basicamente cada método segue um desdobramento do ciclo de Deming, como é possível identificar,  todos tem quatro etapas, mas com algumas variações de passos entre eles.

Kaizen - desmistificando o PDCA, 8D, A3, DMAIC – Seis Sigma, FTA, MASP e RCA
clique para ampliar

Certamente aqui todos estão cheios de problemas e por isso em busca da melhoria contínua. Então, para que o resultado não seja uma “pioria”, faz-se necessário ter um método estruturado. O que não significa que tenha que ser complexo, ou para “inglês ver”. A forma de trabalho deve estar alinhada com a cultura organizacional. Também considere natural que este método seja aperfeiçoado à medida que a equipe vai ganhando experiência.

Como já dizia Einstein, a formulação de um problema é a parte mais essencial na solução. Então é consenso entre os métodos que o principal ponto para solução de problemas é a identificação de sua(s) causa(s). É sabido também que temos que escolher qual problema, e qual o momento de atacá-lo. Caso necessite de inspiração para isso leia o post “6 dicas de quando apertar o gatilho para acertar a causa raiz do problema na mosca”, onde exploramos o que pode disparar um processo de Análise de Causa Raiz (ACR).

Desvendando a sopa de letrinhas do Kaizen

PDCA: Também conhecido como ciclo de Deming ou Shewhart, o método PDCA busca a melhoria contínua de produtos e processos, identificando as causas de seus problemas e implementando soluções para os mesmos. Graficamente representado pelo círculo em suas quatro fases, entende-se que o ciclo possa ser repetido quantas vezes for necessário sem um fim pré-determinado, sendo essa a base da filosofia do melhoramento contínuo inclusive para os demais métodos a seguir.

8D: A metodologia das oito disciplinas foi melhorada pela Ford Motor Company nos anos 80, visandoa identificação, correção e eliminação da repetição de problemas de produtos e processos.

A3: Método desenvolvido pela Toyota Motor Corporation que estabelece uma estrutura para propor soluções para os problemas, fornecer relatórios da situação de projetos em andamento e relatar as atividades de coleta de informações.

DMAIC: Metodologia para redução de defeitos do programa Seis Sigma, o DMAIC é um ciclo de desenvolvimento, caracterizado pela utilização intensiva de técnicas estatísticas, utilizado em projetos de aumento de produtividade, redução de custos, melhoria de processos administrativos, dentre outras aplicações.

5W2H com Matriz GUT5W2H com Matriz GUT

FTA: Método da Análise da Árvore de Falhas, traduzido do inglês “Fault Tree Analysis – FTA” foi desenvolvido por volta de 1960, por W.A. Watson, da empresa Bell Laboratories e aperfeiçoada pela Boeing Corporation. Sua metodologia é dedutiva e estruturada em termos de eventos, ao invés de componentes, que tem por objetivo melhorar a confiabilidade em geral de produtos e de processos por meio da relação lógica entre falhas primárias e falha final do produto buscando assim a resolução de problemas.

MASP: É uma abreviatura usada para o Método de Análise e Soluções de Problemas é a denominação que o QC-Story, método de solução de problemas de origem japonesa, foi atribuída no Brasil. Trata-se de um roteiro para manter, controlar e aperfeiçoar a qualidade de produtos e processos passando pela verificação do resultado da solução e, finalmente, geração e disseminação de aprendizado decorrido de sua aplicação.kaizen

RCA: A Análise de Causa Raiz (ACR) ou traduzido do inglês “Root Cause Analysis – RCA” é um método para o uso investigativo na identificação da causa raiz de um evento, o qual pode ser com segurança, saúde, meio ambiente, qualidade e impactos na produção.

Télios: Embasado nas diversas metodologias, porém desenhado para atingir resultados expressivos rapidamente e facilitar o trabalho de gestão.

Rigor versus prática

Mesmo que aqui sigamos o rigor científico e metodológico nas nossas colocações, também ajustamos à nossa realidade prática. Por isso, acreditamos que antes de qualquer estudo, precisamos garantir que o problema não se alastre tomando ações imediatas  até que as ações planejadas aconteçam.

Outro ponto importante, é que embora respeitemos muito a forma circular do PDCA, temos da literatura e principalmente das técnicas de métodos ágeis, que esses processos criativos não são obrigatoriamente lineares, ou seja, podemos retornar a pontos anteriores sempre que necessário. Por exemplo, problemas menores não precisam necessariamente de todas as etapas para serem solucionados. Sugerimos que ao menos eles sejam registrados. Se voltarem a ocorrer e tornarem-se mais graves, esse histórico torna mais fácil e assertiva a solução. Com isso, ganha-se tempo por não esgotar todas as possibilidades antes de seguir em frente, e ao mesmo tempo proporciona maior flexibilidade.

Execute e compartilhe!

Nesse sentido, independentemente do método estar 100% dentro da literatura, o mais importante a fazer é compartilhar o conhecimento para sair do ciclo vicioso dos problemas e entrar na espiral virtuosa das soluções. Temos um norte, mas a situação vai indicar a melhor trilha a ser seguida.

Se você procura um meio mais fácil e eficiente para ser “Hoje melhor do que ontem, e amanhã melhor do que hoje”, utilize gratuitamente a plataforma Télios. Para isso basta realizar o rápido cadastro aqui e sair utilizando.

E você, qual método utiliza? Não perca o detalhamento dos métodos nos próximos post e responda o formulário neste link que te manteremos atualizados com conteúdos ricos sobre melhoria contínua.

Sobre o autor

Carlo Rossano Manica é Engenheiro de Produção, Msc Inovação UFRGS, +20 anos de experiência profissional e acadêmica em tecnologia e inovação, gestão de projetos, produção e manutenção, além de três especializações em negócios. Atualmente é CEO na Télios, professor de engenharia de produção no IPA.

Referências bibliográficas

BAPTISTA A. J. – A importância da análise de causa raiz (root cause analysis) na melhoria do desempenho da manutenção industrial http://www.abraman.org.br/arquivos/191/191.pdf

CAMPOS, Vicente Falconi. TQC: Controle da Qualidade Total (no estilo japonês). 8. ed. Belo Horizonte: Bloch Editora, 2004.

CARVALHO, Marly Monteiro de; ROTONDARO, Roberto. Modelo seis sigma. In: Gestão da qualidade: teoria e casos. 2. ed. rev. e ampl.[S.l: s.n.], p. 430 , 2012

DOWNING, M. W. Root-Cause Failure Analysis: Maintenance and Reliability Best Practice. Plant Engineering. Dupont, 2004.

LAFRAIA, J. R. B.; Manual de Confiabilidade, Mantenabilidade e Disponibilidade. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2001.

http://www.cs.ucf.edu/~hlugo/cop4331/ericson-fta-tutorial.pdf

Oliveira H.F. et al – Matriz a3–uma abordagem acerca das diferentes complexidades dos problemas, Revista Latino-Americana de Inovação e Engenharia de Produção.

SHOOK, J. Gerenciando para o aprendizado: usando um processo de gerenciamento A3 para resolver problemas, promovendo alinhamento, orientar e liderar. São Paulo: Lean Institute Brasil, 2008.

https://www.manutencaoemfoco.com.br/fta-fault-tree-analysis-parte-i/

5W2H com Matriz GUT5W2H com Matriz GUT

Compartilhe este conteúdo

Relacionados

Experimente Grátis

Veja como o Télios pode quebrar o ciclo vicioso das falhas e atuar na redução de ineficiências operacionais de sua empresa.

*Sem precisar de cartão de crédito

Conteúdos relacionados

Não vá sem fazer um teste!

Veja como o Télios pode quebrar o ciclo vicioso das falhas e atuar na redução de ineficiências operacionais de sua empresa.

*Crie a sua conta gratuita, sem cartão de crédito.